24 de mar de 2011

A DESCOBERTA

Eu não tenho um grande talento para contar piadas; aprendi umas duas que sempre repito.

Uma delas é a estória daquele sujeito que estava com uma ardência muito grande em seu pênis. Ele foi até o médico, contou  o seu caso e o doutor lhe receitou colocar o dito cujo órgão sexual num copo com leite todas as noites, deixando-o de molho por uns trinta minutos.

O sujeito voltou para casa e sem dar qualquer aviso à sua esposa, toda a noite ia para o banheiro, trancava-se lá e permanecia por trinta minutos.

A esposa, tímida, não quis fazer qualquer pergunta sobre qual o motivo destas permanências no banheiro. Ela ficava intrigada  com o novo comportamento do marido, mas de qualquer forma não reclamava, pois o mesmo estava cumprindo a contento com os seus deveres conjugais.

Mas certo dia, o marido no automatismo daquele ritual cotidiano esqueceu-se de fechar a porta. A esposa percebeu o deslize do companheiro e ficou planejando ir espreitá-lo pela fresta da porta. Ela matutou, calculou os riscos, mas enfim, vencida pela curiosidade, foi caminhando pé ante pé, como se flutuasse sobre uma fina camada de pó de arroz estendida pelo chão; ela tomava todas as precauções para que o marido não percebesse a sua intromissão em sua atividade secreta.

Ela aproximou cuidadosamente o rosto e foi lentamente procurando a figura do homem dentro do ambiente até encontrá-lo numa situação desconcertante. Ele estava recostado com a cabeça à parede sobre o bojo do aparelho sanitário que estava com a tampa fechada e sobre ela um copo de leite e dentro do corpo o bilau do marido, flácido, e mimosamente sendo movimentado, ora em círculos, ora de cá pará lá como se fosse o badalo de um sino. Ela foi tomada de severo espanto. Voltou para a cama  com todo cuidado, deitou-se e ficou com aquela cena estranha em sua cabeça. O marido veio, fez as vezes de marido e ela permaneceu em seu silêncio sepulcral com aquela descoberta entalada em seu juízo.

Então no dia seguinte, procurou a sua melhor amiga para fazer uma confidência , a amiga como todas as amigas, adoram compartilhar os detalhes mais íntimos umas com as outras. As mulheres são assim mais livres e conversam tudo de suas intimidades umas com as outras, os homens sabem que é constrangedor estar com as melhores amigas de sua esposa, pois elas lhes radiografam, ou melhor hoje elas lhe tomografam computadorizadamente. Diz um colega que esta é a grande vingança feminina. O fato é que a esposa e sua melhor amiga foram para um lugar mais reservado, e depois de muitos arrodeios ela disse:

- Amiga, descobri algo que você nunca, nunca sequer imaginou...

A amiga arrepiou todos os neurônios e aguçaram-se os seus instintos. A esposa continuou a fazer um grande suspense.

Há um código feminino que mereceria um tratado de semiótica para estudar esta palavra "amiga". Disse a esposa:

- Amiga eu descobri tudo.

A pobre amiga já não podia se conter e colocou uma série de hipóteses indo desde a infidelidade conjugal até um possível prêmio ganho em uma loteria.

- Uma bomba, acho que você nem imagina como funciona o teu marido, disse a esposa.

A amiga contraiu o coração. De que se trataria aquela revelação, afinal?

- Amiga, de uns tempos para cá eu notei o meu marido com um comportamento estranho e demorando-se mais um pouco no banheiro. Antes eu não tinha notado nada de estranho, eu sempre me jogava na cama querendo me esquecer de todas as coisas que ocorriam na casa...

Então foi a vez da amiga dizer:

-Amiga assim você me mata de curiosidade.

-Amiga, eu aproveitei um dia que ele havia deixado a porta entreaberta e fui cuidadosamente observar o que estava acontecendo e quando me aproximei, vi que ele estava recostado a parede com Dick dentro de um copo de leite.

- Dick? Estranhou a amiga...

- O nosso amiguinho, esclareceu a esposa fazendo um gesto que em outra ocasião poderia ser tomado como uma obscenidade.

-Não diga...

- Pois é amiga, faz 25 anos que sou casada e não sabia que esta coisa se enche como uma caneta tinteiro.

A amiga fez cara de estupefação.

- Nem eu...

- Um copo de leite!

E cada vez que encontravam os olhares relembravam:

- Um copo de leite!

E as duas riram-se até não poderem mais conter a bexiga.

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