21 de abr de 2010

A BOTIJA

Um certo dia a avó veio passar alguns dias com eles, uma das vantagens disso foram as reuniões á beira do fogão para ouvir estórias.A avó principiava a falar das coisas que lhe haviam acontecido na infancia. Kátia se deitava no chão e ficava acariciando as pernas da velha carinhosamente enquanto ela disparava a narrar os causos.

- Você sabe o que é uma botija? perguntou certa vez.
- Não. Foi a resposta.
- É um tesouro enterrado.
- Como a gente faz para encontrar um?
- Não somos nós que achamos, são eles que encontram a gente.
- Como?
- Através dos sonhos.Explicou a avó.

As crianças ficaram estupefactas, mas muito interessadas. A avó continuou:

- Uma vez eu estava dormindo e me apareceu em sonho um homen muito magrinho com uma aparencia horrivel e disse-me que estava sofrendo muito, pois tinha enterrado uma botija e era necessario para ele se livrar do inferno que alguem fosse lá e desenterrase a coisa. Eu per guntei se ele podia me dizer onde estava ele disse que sim. Então deu-me o endereço e eu fui buscar e chegando lá era um baú cheio de moedas douradas, mas ele me disse que eu não podia ter medo e nem falar nada enquanto estivesse cavando o chão.  Ele me disse que perto de uma arvore proxima a porteiro do sitio de meu pai andando 7 passos em direção ao por do sol, estava o bau do tesouro.

- O que aconteceu depois  perguntaram as crianças?

- Quando eu acordei olhei para todos dentro de casa e decidi que iria arrancar a botija sozinha, pois tinha planos para ficar rica e ir viajar pelo mundo sozinha.

- E o seu pais e a sua mãe?

- Eu iria mandar cartõrs postais para eles. E depois iria comprar uma casa maior e uma fazenda e me casar e ir viver  num outro lugar. Este era o meu plano. Então convidei o Zé Lalau que era um homem que aparecia sempre no sitio e o meu pai cuidava dele pois era muito abobalhado, não falava as coisas direito e tinha dificuldade em entender. Eu pensei que seria a melhor forma de tirar a botija e fugir de madrugada.

O Zé Lalau  concordou, mas não conseguia entender direito o que era aquilo de tão importante que estava enterrado, Marcamos para a meia-noite de uma quinta-feira, que é um bom dia para estas coisas estranhas. Fomos para o lugar e eu disse:

- Preste atenção Zé, não pode falar nada e nem ter medo,

E fomos cavando; cavamos uma vez, e não deu em nada depois em outro lugar e nada. Eu já estava ficando meio sonolenta quando o Zé me disse:

 - Dona katia, vá para casa que eu cavo e levo pra senhora o baú do tesouro.

Assim, eu fui para casa e quando amanheci  procurei pelo baú, mas nada de nadinha, o Zé Lalau tinha desaparecido. Eu esperei ainda até uma ano para contar ao meu pai, que deu uma grande risada dizendo que eu tinha sido enganada, que  eu tinha sido lograda por alguem que  achava que era um bobalhão, mas que era um cara muito esperto.

Nenhum comentário: